The Lunar Excitation

Série: The Big Bang Theory

The Big Bang Theory #9

Temporada: 3ª

Episódio: 23

 

See, now this is a man for Penny …

 

Como essa será a minha última crítica da série por um tempo, resolvi não apressar as coisas e essa é a razão da crítica ter sido adiada em algo em torno de 20 horas. Espero que compreendam. Sigamos:

 

Um episódio bem balanceado era bem o que eu vinha pedindo para o final da temporada e boa parte do que eu imaginei saiu de forma bem diferente. Principalmente o Sheldon.

 

Digo isso porque o Sheldon nos últimos episódios tem tido seus traços antigos reforçados, aqueles da primeira temporada e, para fechar a terceira temporada, eu imaginei que eles fariam um contraste forte com o que vimos no início da terceira. Não foi isso o que ocorreu. Este é um dos episódios em que o personagem encontra-se mais confortável. E não só por não exagerar em cena (algumas vezes, sutilmente, ele o fez), mas traços da personalidade implicante e minimalista dele são encontrados do primeiro ao último segundo. Algo bem interessante.

 

Interessante e uma ótima forma de fechar o personagem nesta temporada. O Sheldon ganhou enorme fama de centro da série e eu sou totalmente contra este definição e totalmente a favor da exposição de todos os outros (incluindo ele mesmo, vale reforçar) e representá-lo desta forma, ainda aliando a sua parte à dois roteiros extra-dependentes foi uma ótima idéia e está de parabéns.

 

O ator, porém, não foi tão consistente quanto eu esperei que seria. Mas fez um trabalho mais do que o suficiente. Outro detalhe interessante deste episódio é a constante mudança de foco nas cenas, o que eu não considero tão característico da série. Variar um pouco a forma de trabalho no final da temporada também está valendo. Até porque este é um dos poucos (só houveram 3, de 23) episódios na temporada com mudanças na direção.

 

Desta forma, o início não me animou nadinha para o episódio mas, quando eu menos esperava, Leonard (que foi o personagem que mais me agradou neste episódio, mas falemos disto depois) já havia descido, batido na porta da Penny e já tinhamos um personagem novo para mudar o curso das coisas. E a partir daí muita coisa boa ainda viria.

 

Já falando de personagens novos e recorrentes, as surpresas boas param mesmo no Zack. O “retorno” de Leslie seria mesmo uma boa, mas só lembrar dela agora não surge muito efeito (apesar da cena não ser tão ruim). A tal da Amy era bem o que se poderia esperar: Um Sheldon do sexo oposto. Não contribuiu tanto assim ao episódio.

 

Outra interessante virada é o fato de Howard não ter um texto assim tão interessante, só o necessário (uma piada sobre algum membro da família, um ataque ao Sheldon, só o suficiente para você reassistir o episódio e sentir saudade dele). Raj, por outro lado, inclusive partilha da mesma técnica, mas a exposição foi um pouco maior. É valido, foi uma tentativa.

 

Leonard e Penny foram o foco e seria decepcionante se eles não atuassem num nível adequado à situação. Johnny Galecki se esforça o máximo que pode e, por mais que eu geralmente elogie a atuação dele, num episódio dinâmico como esse, ele ainda precisa representar de forma mais convincente o personagem durante diferentes situações. Mas chegou perto. O roteiro, pelo menos, foi bom.

 

Penny já foi vista várias e várias vezes acompanhada, nada de novo aqui. Mas a maneira como representaram o relacionamento dela foi bem melhor acentuada do que em outras vezes (já tentaram destacar a falta de inteligência dos parceiros dela antes) e o resultado foi bom. A idéia de se arrepender pela aventura com Leonard e, posteriormente, pedí-lo para esquecer tudo pareceu sem sal mas, assim que eu dei uma chance para ver o que se seguiria depois, o roteiro se redimiu com a mesma recusando a proposta de Leonard ao final.

 

Um episódio minuciosamente calculado e, algo que me deixou positivamente impressionado, carregado de conteúdo. Algumas falhas são vistas, mas o balanço atingido logo em seguir é novo e eu espero ver mais dele nas próximas temporadas. Certa cena não foi tão boa, mas a cena que veio em seguida foi ótima. Certo personagem pecou na atuação, mas as próximas linhas de roteiro foram cruciais… Esse tipo de coisa. Afinal, enquanto o humor esteja colocado como foco, o resto a gente consegue relevar quando há oportunidade. And yeah, this episode is bitchin’.

 

Dito isso, espero que tenham gostado desta temporada porque certamente a equipe têm focado no humor. Só que a ambição também existe e seguir com uma história paralela, mesmo que não tão engraçada, pode abrir portas para que a série ou alguns personagens em específico tomem outros rumos. É o curso natural das coisas. E The Big Bang Theory ainda tem muito a oferecer. Muitos dos pontos podem ser melhorados e esta é uma das coisas que diretores convidados, escritores convidados, atores convidados nos mostram – Sempre há uma maneira nova de se interpretar a mesma cena. E, não importa qual maneira seja escolhida, é crucial que a executem da melhor forma possível.

 

Até setembro.

 

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~ por Bruno Santos em quarta-feira, 26 de maio de 2010.

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